segunda-feira, 4 de julho de 2011

Assumo o risco de ser MULHER: Adeus Medo !

"O medo derrota mais pessoas que qualquer outra coisa no mundo."
(Ralph Waldo Emerson)


Hoje, eu lhes digo que resolvi parar de temer.
Temer perder a vida, temer perder "amigos", temer perder "amores", temer perder a "reputação", temer perder o juízo.
Como mulher, sou socialmente obrigada a me auto-afirmar o tempo todo, pois aquelas  que não o fazem são passivas e concordam com tudo aquilo que a sociedade nos impôs, mas isso também é uma desgraça.Eu sou eu, ORAS!
O homem é homem. Eu, antes de qualquer coisa sou mulher.
Os casos de estupro aqui em Barão Geraldo (que, não somos idiotas: já existiam em grande número) me fizeram fazer fever o sangue num ponto que tenho vontade de sair por aí nua e gritando descontroladamente palavras de ordem como louca.
CHEGA! BASTA! 
EU JÁ ESTOU CANSADA e decidi que agora, nunca mais, nenhuma força externa a mim vai me defender que não eu mesma.
Infelizmente eu conheço a dor de um estupro: sei que pior do que a violência física é a psiquica : Ora: não foi eu quem provoquei???? Não devia eu ter escutado os conselhos dados desde a infância: "sente-se de perninhas fechadas";"não ande só no escuro";"não responda a quem mexe com você na rua"; haja dito o senhor, seu bispo: Ninguém encaixa uma caneta na tampa se ela se defende.
Pois bem: resolvi me defender: mesmo que eu pague com a minha vida: ao menos, o meu agressor vai ter de ser conformar com uma necrofilia pois eu, como sou de fato, não estarei lá: apenas a minha casca.
Vou gritar, esperniar, bater, me defender, correr. MAS O MEU CORPO, MEU TEMPLO SERÁ MEU! SÓ MEU COMO É.
Quantas mais terão de sofrer, quantas mais terão de morrer????
Não admito mais: medo de sair de casa para ser estuprada, medo de me declarar e ser tachada como louca;...medo de olhares sobre meu corpo que eu não permiti, medo de ir á festas e de que me passem a mão, medo de ser usada como objeto;medo de olhares sobre meu corpo que eu não permiti, medo de ir á festas e de que me passem a mão, medo de ser usada como objeto. Esse hoje é meu gritop de liberdade.
E se de agora em diante , eu acabar por transmitir medo, ahhh... não vou me importar nem um pouco: A "VIOLENTA" agora sou eu e ao meu lado, a partir de hoje, só a companhia dos fortes (clique para ouvir)

Um comentário:

  1. Fazer tais declarações (pessoais, inclusive) é um ato muito corajoso da sua parte! Te admiro muito por isso! Nós realmente devemos assumir o risco de ser mulher e não temer ao andar pelas ruas de Barão Geraldo, de São Paulo, do Rio de Janeiro... Enfim, adeus medo! E se as autoridades não são capazes de nos proteger, devemos lutar e nos unir pelos nossos direitos! Eu sou mulher! Sou dona de mim, do meu corpo e das minhas atitudes!

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