quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Anátema

Temperamental.

Pense.
Ou...

não.

Diga-me qualquer coisa que você poderia pensar de mim,Colombina.
Cozinhei tanto num tempero de empolgação que fiquei insossa.







In-sossa.






...


Não extraia de mim toda minha energia.Não me sugue.


Perdi o encanto; também quero ser conquistada,posso?
Não porque sois o macho, caçador natural e eu, fêmea , a caça.
Não sou corte de bife.
Nem você, oh! “espada tão maravilhosa.”

Não estou a cobrar nada de você.

Se quer pensei nisso...


Não estou a menosprezar também.



Talvez seja esse o ponto do “não enjôo “ que eu quisesse acertar.
Talvez é daqui para adiante que esteja preparada para te conhecer mais.
E Melhor.
Você também deve me conhecer assim: um pouco mais calma e menos empolgada, para que não se infle tanto seu ego a ponto de estourar de te achar tão superior que eu não mereça a ti.
Ora se não és assim.És como todos os outros, se não.
Gente.Carne,pele,osso,sangue,neurônios,ligamentos,pré-conceitos,idealizações,mesquinhes.
Não que eu não seja assim também...temos a mesma essência.
Se vá,ó pensamento.
Feche a porta e me deixe quieta,largada na cama a relaxar.
Não me ligo se estou torta, com o braço na cara,sem roupas confortáveis e de salto alto na cama.
Me deixe com minhas almofadas.
Simplesmente vá.
E não bata a porta, para que se quer eu perceba que você saiu.

Por enquanto,








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