É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.
(Mizmor Le David)
Maquiagem borrada,lata vazia,isqueiro de quem não fuma, solidão total num espaço que não é meu, enquanto saiu a gatinha em polvorosa aventura noturna.
Eu, ratasana velha, sem idéia alguma, sentimento nenhum, relembrando da noite , os risos mil.
Olho a geladeira e penso num lanche talvez, mas sei que depois acordarei estufada.
O corpo cansado sabe que logo mais, devo estar em pé e raciocinando... e de tanta correria, não se preocupa: noitada não mais é sinonimo de o corpo "reclamar" ou não.
Uns ainda estão como eu estou, outros vão se rendendo aos braços de Morfeu aos poucos.
Quero dormir, mas sei lá o que não deixa e enrolo, mesmo que o sono já me cobre seu espaço.
Para que eu entenda meu repouso, preciso de um banho e pijama, pois quando o faço de roupa , ainda parece que estou no ritmo da festa.
Olho o livro e quero dar mais uma lida nele... os olhos pesam.
Penso em fazer um chá... penso em deitar e olhar pra cima... penso em tanta coisa.
Penso que deveria parar de escrever;
penso que deveria parar de pensar.
Os porta-retratos testificam minha luta em não ir pra cama por puro... "sei la o quê".
O que resta da madrugada?
Não o fim, mas o começo de um novo dia;
coisa estranha: começar um dia dormindo e não despertando (clique para ouvir)
que seja apenas um ocorrido e não uma metáfora, ao menos para mim,
que já , Mash'Allah! não dormito mais; contudo já descanso... e em paz.
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