"Em nome daquilo que foi,
que é e que sempre há de ser;
e em nome de seus bem-aventurados, os artistas ,
propagadores e desenvolvedores da mesma..."
Não! Não venhas tu me dizer!
Nem venhas tu me dizer para não dizer!
Eu sou livre! Livre como a Arte o é!
E não serão as tuas palavras, ou o teu “eruditismo” que dirão:
Nem que sim, Nem que não.
Aquilo que um dia um hommo sapiens desenhou,
Veio o hommo sapiens sapiens e simplesmente comunicou:
- “É arte!”
E na verdade era apenas uma mensagem:
Se inverno ou se verão passou.
Também adquiri Olho de Orus –
“Aquele que tudo vê”...
Achei beleza no sujo, no velho,no “pouco”
E só porque o outro é novo, virgem, pueril
Vais tu me dizer que é mais valoroso, o juvenil?
Se é belo: é Arte? Conceitua pois, o conceito?
Ah! Me deixa! Deixa eu pisar em chão batido;
Bailar em terra vermelha, fazer subir seu pó;
Vê-lo voar ao vento e pousar n’alguma tela;
Ao som de música, eis a cena: Me deixa apenas contemplar.
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