sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sem sal.

Tal como uma yiddish mame, ponho o avental e entro na cozinha:
lavo as minhas mãos, verifico minhas unhas, retiro todos os meus anéis.
Cada um dos ingredientes estão separados e bem cuidados. Os talheres são todos finos e estão dispostos no lugar.
Há muito que aprendi a cozinhar. Desde pequena; e antes de nascer, já cozinhavam por mim.
A vida me ensinou novas técnicas e para cada uma delas, um olhar diferente.
Tudo está muito bem preparado: o cheiro da comida é maravilhoso.
Há  luzes de vela no recinto, e o menu cuida com couvert, entradas,bebidas, banquete principal e sobremesa.
A minha roupa é gala e espero o convidado em lugar de honra na cadeira.
Tanta boa intensão... tanto trabalho... coisa árdua.
Ele vem , olha... a priori se interesse: coisa exótica... fina.
Mas se quer prova e vai embora...
é ; só de olhar ele viu e conceituou: esforço de nada serve... pra quê?
Ao contrário dela, embebida em pecado,
"Comida kosher não tem gosto" (clique para ouvir)

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