terça-feira, 10 de maio de 2011

Acerca da efemeridade da Vida...


“Desfrute a vida com a mulher a quem você ama, todos os dias desta vida sem sentido que D'us dá a você debaixo do sol; todos os seus dias sem sentido! Pois essa é a sua recompensa na vida pelo seu árduo trabalho debaixo do sol.”
[Cohelet 9.9]





Leia esta postagem refletindo: todo mundo diz isso, mas é preciso ir mais fundo do que se pensa para se obter compreensão do que digo:
Enfado e jugo pesado. Pessoas que te destratam; outras que te vigiam como se não houvesse mais nada o que fazer. outras mais se achando juízes de um grande tribunal de hipocrisia.
Trabalho, Trabalho,Trabalho... não há tempo de respirar.
Até que todas aquelas pessoas, toda aquela paisagem imóvel, se esvai. E aí cai-lhe á mente a consciencia de que tudo isso um dia vai passar: acabar.
Almejamos tantoum futuro, tanto um ideal, que apenas nos focamos em acabar com os obstáculos, sem olhar para as flores dos caminhos que nos permeiam.
Hoje, onbservando as pessoas passando pelo "cafézinho"'; em minha "bad trip" filosófica, vi lugares lotados sendo esvaziados... e as pessoas iam sumindo... uma a uma tomando seu rumo e destino final.
Olhando meus amigos na conversa, vi que eles faziam o mesmo. E se angustiavam... 
Parando, respirando, pensando (deprimindo-me até), hoje parei para olhar o meu entorno, e decidi que, (obviamente, não de forma leviana, porque tenho de ter o ganha pão, cuidar de quem de mim depende etc) vou viver cada dia de minha vida.
Percebi que gosto de cada dia e de cada pessoa que me circunda especialmente... e que preciso delas mais do que eu pensava...
Digo viver, porque muitos de nós hoje não vive: processa o tempo com a frieza de um computador.
Quero sentir o sangue nas veias e não mais sofrer, mas sim, me compadecer.
Quero infinitamente amar, mas mais ainda amar recebendo de volta também. Para que assim: permutando, possamos fazer aumentar magistralmente esse amor.
Quero cuidar de quem está a minha volta, torcer para que cresçam e ajudar no que for preciso.
Não quero perder contatos com meus amigos e quero que cada momento com eles seja único, divertido e especial.
Quero que o dia que minha consciencia se deligar desse corpo, eu apenas inspire satisfeita pela última vez com a certeza de que aproveitei.
Padeceremos...não haverá mais força e não se ouvirá pois a nossa voz. Nossos instrumentos já não mais farão som e não servirão de mais nada.
No palco da vida, o último holofote se apagará. Não haverá mais platéia, nem som de palmas.
Pois então, enquanto houver circo, palhaços e alegorias; atores, músicos, diretores, sonoplastas, públicos e contra-regras. Enquanto eu puder calçar as sapatilhas e a ponteira der conta do bailado... lá estarei eu em cena... e não sozinha, mas com quem quiser se achegar e somar. 
Descobri pois senhores, que diferente da Colombina, não quero mais desprezar, ou "odiar amar" nada nem ninguém... quero poder amar AMAR tudo e aproveitar tudo com todos os meus queridos!
Quero poder abraçar e dizer o quanto cada momento e cada um deles é especial.
Temos muito a oferecer e mais ainda a receber para que não passemos por aqui vazios de humanidade.
Quem não acordou para tanto, que em fim desperte; que não seja a morte a sua alvorada.
Termino pois com a citação mais cliche de Charles Chaplim... mas se foi tantas vezes usada,é porque não esconde a verdade:

~ A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos (clique para ouvir).



Nenhum comentário:

Postar um comentário