Colombina senta-se em sua escrivaninha mais uma vez.
Uma pena, um papel, o nanquim... em seu quarto escuro, meio a seus móveis de madeira , vem o sol do fim de tarde vem dourar seu ambiente.
Algo reluz um pouco mais e lhe chama atenção: um par de óculos.
Colombina para, fita-os...os óculos...
Silêncio do entardecer...o cair da tarde mais uma vez.
Vem lhe inspiração,das cartas que ela guarda em seu baú , cartas que nunca chegaram a seu destino...
E começa assim:
"Por de trás daquelas lentes , não vejo esconderijo.Antes, é através delas que vês o mundo.
Um par de lentes que te caracterizam como você: contam as horas de seu dia, quando o sol te atormenta e elas se escurecem dando-lhe alento, e a noite mantém a clareza do tempo.
Mas sozinhas , me causam tristeza... sim. Estes sem você tem um senso de luto, de que estiveras ali, vivendo suas alegrias, tristesas, seu tédio, sua raiva,seu ódio, sua animação , sua tranquilidade, suas indiferanças, seus momentos e agora já não mais.
Saudades de segundos,mas Saudades.
Ver seus óculos é quase como vê-lo.Eles fazem parte de você.
Tê-los em minhas mãos é como tê-lo em minhas mãos.
Coloco-os em meu rosto...
a mim, não há utilidade: não enxergo, me zonzeiam...
entretanto, olho o mundo com seus olhos; te encarno.
E diferente de mim ,percebo que neles, escondes-se sim!
Porque deixas para ver o mundo só pra si com grande beleza que tens nos olhos seus?
Se fizes-te de ti mesmo um castelo, põe-te envolto em muralha a quem apenas ,tu que também és o porteiro, abre os portões de quem apenas queres que chegue ante a ti .
Seus óculos, torre de vigia.
Jardim fechado,
desses óculos ,saem os espinhos.
Pra que entender-te?Pra que decifrar-te?
Impossível.
Retiro-os da face, ponho-os novamente no lugar onde estavam e jamais deveriam ter saído.
És meu o teu mistério particular.
Mas deixo-o.E que fiques por lá.
Malditos óculos! Me deixem em paz...
Odeio Amá-los!
Odeio Amá-los... (clique para ouvir)
Uma pena, um papel, o nanquim... em seu quarto escuro, meio a seus móveis de madeira , vem o sol do fim de tarde vem dourar seu ambiente.
Algo reluz um pouco mais e lhe chama atenção: um par de óculos.
Colombina para, fita-os...os óculos...
Silêncio do entardecer...o cair da tarde mais uma vez.
Vem lhe inspiração,das cartas que ela guarda em seu baú , cartas que nunca chegaram a seu destino...
E começa assim:
"Por de trás daquelas lentes , não vejo esconderijo.Antes, é através delas que vês o mundo.
Um par de lentes que te caracterizam como você: contam as horas de seu dia, quando o sol te atormenta e elas se escurecem dando-lhe alento, e a noite mantém a clareza do tempo.
Mas sozinhas , me causam tristeza... sim. Estes sem você tem um senso de luto, de que estiveras ali, vivendo suas alegrias, tristesas, seu tédio, sua raiva,seu ódio, sua animação , sua tranquilidade, suas indiferanças, seus momentos e agora já não mais.
Saudades de segundos,mas Saudades.
Ver seus óculos é quase como vê-lo.Eles fazem parte de você.
Tê-los em minhas mãos é como tê-lo em minhas mãos.
Coloco-os em meu rosto...
a mim, não há utilidade: não enxergo, me zonzeiam...
entretanto, olho o mundo com seus olhos; te encarno.
E diferente de mim ,percebo que neles, escondes-se sim!
Porque deixas para ver o mundo só pra si com grande beleza que tens nos olhos seus?
Se fizes-te de ti mesmo um castelo, põe-te envolto em muralha a quem apenas ,tu que também és o porteiro, abre os portões de quem apenas queres que chegue ante a ti .
Seus óculos, torre de vigia.
Jardim fechado,
desses óculos ,saem os espinhos.
Pra que entender-te?Pra que decifrar-te?
Impossível.
Retiro-os da face, ponho-os novamente no lugar onde estavam e jamais deveriam ter saído.
És meu o teu mistério particular.
Mas deixo-o.E que fiques por lá.
Malditos óculos! Me deixem em paz...
Odeio Amá-los!
Odeio Amá-los... (clique para ouvir)
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